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Data homenageia o nascimento do escritor dinamarquês que encantou gerações de leitores com histórias fantásticas


Um legado de histórias e contos fantásticos. Assim é a trajetória de Hans Christian Andersen (1805-1875), escritor responsável por criar um universo mágico na literatura infanto-juvenil e despertar o gosto pela leitura em diferentes gerações. Andersen nasceu em 2 de abril de 1805, na cidade de Odense, na Dinamarca, e como homenagem à importante obra literária, a data passou a ser dedicada às celebrações do Dia Internacional do livro infantil.

A data é celebrada desde 1967, quando o Conselho Internacional sobre Literatura para Jovens (IBBY, na sigla em inglês: International Board on Books for Young People), escolheu o dia 2 de abril para, além de homenagear o escritor dinamarquês, despertar o interesse pela leitura por meio de livros infantis.

Todo ano, um país diferente é escolhido para ser o patrocinador do Dia Internacional do Livro Infantojuvenil e indica um tema e um autor ou autora para escrever uma mensagem. Também é escolhido um ilustrador ou ilustradora para desenvolver uma arte em alusão à data. Em 2021, os Estados Unidos são os patrocinadores da data, e a indicação do país é a escritora cubano-americana Margarita Engle, e a ilustração foi desenvolvida por Roger Mello.

O Brasil foi o patrocinador Dia Internacional do Livro Infantojuvenil em 2003 e 2016. Em 2003, a mensagem foi escrita pela autora Ana Maria Machado, com o tema “O mundo em uma rede encantada”, e a arte foi desenvolvida pelo ilustrador Rafael Fabrice Yockteng Benalcázar. Já em 2016, a mensagem teve a autoria da escritora Luciana Sandroni, com o tema “Era uma vez”, e as ilustrações ficaram a cargo do ilustrador e escritor Ziraldo.

O escritor das fantasias
Hans Christian Andersen estreou na literatura em 1835, com a publicação de “O Improvisador”, obra inspirada em uma sequência de viagens em países do Velho Continente. Apesar de ter escritor diversos romances, poesias e relatos de viagem, o escritor ganhou notoriedade com suas obras voltadas ao público infantil, que, até então, não tinha a atenção merecida de outros autores.

Entre os anos de 1835 e 1842, Hans Christian Andersen publicou seis volumes de contos infantis traduzidos para vários idiomas. Clássicos do repertório literário infanto-juvenil, os livros mais populares de Andersen são “O Abeto”, “O Patinho Feio”, “A Caixinha de Surpresas”, “Os Sapatinhos Vermelhos”, “O Pequeno Cláudio e o Grande Cláudio”, “O Soldadinho de Chumbo”, “A Pequena Sereia”, “A Roupa Nova do Rei” e “A Princesa e a Ervilha”.

No começo, escrevia contos baseados na tradição popular, especialmente no que ele ouvia durante a infância, mas depois desenvolveu histórias no mundo das fadas ou que traziam elementos da natureza. Assim como Charles Perrault e os irmãos Grimm, Hans Christian Andersen colocou nas páginas dos livros personagens intrigantes e inspiradores, que conduziram as mais variadas histórias.

Desde o século XIX, os contos de Hans Christian Andersen inspiraram – e continuam inspirando – inúmeras peças de dramaturgia, óperas, sinfonias e filmes. Seus contos de fada e a incrível habilidade narrativa levaram o autor a ser conhecido como o imortal autor dinamarquês. Em suas histórias, busca mostrar os confrontos entre poderosos e desprotegidos, fortes e fracos. Como moral da história, o escritor queria deixar claro que todos deveriam ter direitos iguais.

Acesse o Pergamum e consulte os livros de Hans Christian Andersen que fazem parte do acervo da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais.

Um pouco de história
Hans Christian Andersen era filho de um jovem sapateiro de vinte e dois anos, casado com uma lavadeira mais velha que ele. Todos residiam em um pequeno quarto, onde o pai estimulava as fantasias e o dom criativo do filho, a quem narrava as mais variadas histórias e permitiu que aprendesse a ler.

Hans ficou órfão de pai com apenas 11 anos. Precisou abandonar os estudos e começou a escrever contos e pequenas peças teatrais. Com 14 anos acompanhou a apresentação de uma companhia de teatro que se instalou em sua cidade. Não perdeu um espetáculo. Terminada a temporada, a companhia seguiu viagem e o jovem decidiu partir também.

Com uma carta de recomendação e algumas moedas seguiu para Copenhague em busca de um trabalho. Tímido, desajeitado e inexperiente demorou a encontrar quem lhe desse emprego. Atraído pelo teatro, insistia em escrever peças. Duas delas chegaram às mãos de Jonas Collin, um conselheiro de Estado, que lhe ofereceu uma bolsa de estudos.

Durante seis anos frequentou a Escola de Slagelse. Alto, magro e desajeitado, sentia-se constrangido entre os colegas bem mais jovens e muito menores que ele. Estava com 22 anos quando terminou os estudos. Para sair de uma crise financeira escreveu algumas histórias infantis baseadas no folclore dinamarquês. Pela primeira vez os contos fizeram sucesso.

Andersen faleceu em 4 de agosto de 1875, em Copenhague, na Dinamarca.