Edição 1316 - Janeiro de 2009

“Um dicionário começaria a partir do momento em que ele não desse mais o sentido das palavras, mas sim suas obrigações”, disse Georges Bataille, um dos escritores mais importantes do século XX, segundo Foucault, cuja obra foi se disseminando por diversos livros e revistas como a Documents (1929-1930), num projeto que promoveu uma montagem entre diversas áreas do conhecimento, como a etnografia, as artes, a literatura e a estética.  Nesta edição, o Suplemento Literário traz verbetes do “Dicionário Crítico” de Bataille selecionados e traduzidos por Eduardo Jorge, Érica Zíngano e Marcela Vieira, que, para além da idéia de neutralidade de um dicionário, veem na palavra maneiras de abalar a própria linguagem.